Apareceu uma nova entrevista - descoberta pela
Dana -. Foi para o sítio eslovaco Pravda e teve local no Hotel Crowne Plaza Bratislava a 4 de Setembro.
A fã
Eva traduziu-a:
Quando questionada sobre a sua privacidade, ela torna-se mais alertada e não diz muito. No entanto ela é muito honesta sobre a sua carreira musical e fala abertamente sobre as coisas menos positivas. A cantora americana Anastacia também respondeu algumas perguntas para a Pravda antes do seu concerto de sábado.
Quais são as lembranças da tua primeira actuação em Bratislava há quatro anos?Nesse dia actuámos no exterior e estou deveras contente por não actuarmos ao ar livre hoje. O tempo não está lá muito bonito e eu prefiro os concertos em recintos fechados. Consigo manejar melhor a actuação e consigo manter os meus fãs sob o meu controlo. Para além demais se chover eles não se molharão.
O que mudou? A minha editora e a administração, além da minha imagem. Mudei o meu corte de cabelo, deixei de usar óculos, fiz uma cirurgia correctiva à visão e tu não acreditarias nas reacções que obtive quando apareci pela primeira vez sem óculos.
Os teus fãs manifestaram-se?Eu própria fiquei surpresa. Nunca me apercebi que usava os meus "segundos olhos" durante tanto tempo e quando veio a oportunidade de me libertar deles eu simplesmente fiz-lo. As reacções foram do tipo «O que foste fazer Anastacia?», constantemente. Nunca me apercebi que parecia muito diferente sem eles. As pessoas conseguiam apenas ver a parte de baixo da minha cara, o nariz e o queixo, enquanto a parte de cima sempre esteve por detrás de uma "máscara".
Mas tu tens uns olhos bem bonitos.Obrigada [risos]. Tu sabes, mesmo os fãs me disseram que eu tinha uns olhos bonitos, no entanto eles não perderam pela demora para me dizer que não era eu sem os óculos. Provavelmente toda a gente precisa de um tempo para se acostumar às mudanças. Mas acho que esta fase termina aqui.
Por que decidiste fazer uma cirurgia correctiva à visão? As lentes de contacto e os problemas de visão limitavam-te de alguma forma?Se tens a possibilidade de induzir a ti mesma coisas e experiências fantásticas, essas que tu não podes viver por usares óculos, então eu recomendo uma cirurgia correctiva a todos. Desejava fazer novas coisas, como por exemplo mergulhar. Eu podia ir para baixo de água mas não conseguia ver essa beleza. Não quero perde-la, não quero desistir da beleza que ainda nos resta e eu estava ansiosa para poder vê-la através dos meus próprios olhos.
Nas entrevistas mais recentes tu disseste que estás a viver os teus dias mais felizes. Por que vieram, estes dias, com o teu último álbum Heavy Rotation?Este foi o meu primeiro álbum após a minha sobrevivência ao cancro da mama. A luta contra esta doença foi uma experiência muito difícil da minha vida e eu tive a necessidade de fazer um álbum "depois do cancro" para que pudesse seguir em frente no próximo projecto. Obviamente não vou desvalorizar o
Heavy Rotation. Adoro cada música nele. Mas de certa forma o álbum está ligado a essa época difícil da minha vida. O álbum não está literalmente ligado à palavra cancro, mas enquanto o promovia eu era confrontada com as mesmas perguntas. Todos me perguntavam sobre as minhas mamas. Eu pensava «Rapaziada, eu sou cantora, perguntem-me sobre música!». Mas as perguntas sobre este problema e os tempos mais difíceis foram, provavelmente, essenciais. Isso deu um carácter mais negro ao CD mas ao mesmo tempo isso ajudou-me a crescer pessoalmente. Nos dias de hoje tenho percebido o que a vida é realmente. Claro que não sou perfeita. Ainda tenho os meus problemas mas não sou tão sensível, como era antes. Haviam problemas que me constrangiam mas agora lido bem com eles.
Pronto, nós não te perguntar-te-emos sobre as tuas mamas, mas e crianças?Não quero falar de crianças, nós precisamos de protege-las.
Eu queria perguntar se não planeias ter os teus próprios filhos?Nós estamos a educar duas crianças do meu marido e estamos felizes. Não preciso de ter mais crianças. O tempo não é o mais apropriado para mim.
És muito mais popular na Europa do que na tua Terra Natal, Estados Unidos da América. Sabes porquê? Há alguma razão para a tua música ser mais apelativa ao mercado europeu?Se eu soube a resposta correcta talvez não estivesse aqui sentada [sorri]. As differenças entre aceitar as minhas músicas na Europa e na América já foram apontadas no meu primeiro álbum. O primeiro single,
I'm Outta Love, teve um grande sucesso na Europa e para lá do oceano não de grande aconteceu. A nova tentativa veio com o segundo álbum,
Freak of Nature, e o primeiro single foi escolhido pelo próprio director da Sony, Tommy Motola. Depois queria lançar a música
Why'd You Lie to Me como próximo single, mas ele escolheu
One Day in Your Life. Este single não foi lá muito bem recebido na América e eu acho que foi por ser muito similar ao
I'm Outta Love, música do meu primeiro trabalho. Claro que isto é so a minha teoria e não tem de estar correcta. Então decidi eu mesma não lançar o meu terceiro álbum lá. No entanto, há um ano, a Sony contactou os meus advogados para lançarem o álbum. O álbum foi descarregado ilegalmente por, aproximadamente, um milhão de pessoas. Então quando lancei o último álbum,
Heavy Rotation, mudei de ideias e deixei que lançassem o álbum na América.
Mas francamente, eu não sou uma artista americana, apenas sou portadora do passaporte americano. Apesar de conseguir os contractos na minha terra natal, não é um local onde a minha carreira possa prosperar. Eu já desisti. Os fãs americanos podem estar um pouco frustrados e os europeus se calhar nem percebem porque é que as coisas são assim. Na verdade, eu mesma não percebo. No entanto é a realidade e eu estou bem com ela. Eu de certa forma gosto dela. Posso ter uma vida privada nos Estados Unidos da América ao contrário dos cantores famosos. Eu ando pelas ruas de Beverly Hills e os paparazzi não me tiram fotos. Isso é muito agradável.
E sobre o novo álbum? Já preparaste algumas músicas ou já imaginaste como é que elas vão soar?Honestamente, não. Mas estou ansiosa para começar a gravar as novas músicas. Eu não sou muito dada a planear com muita antecedência. É a minha filosofia, não me concentro no futuro mas vivo o momento. Mas tenho a certeza de uma coisa. Quero ter um produtor similar ao Glen Ballard, com quem eu trabalhei no álbum
Anastacia em 2004. Ele era muito dominante o que me ajudou imenso. É isso que eu pretendo, neste caso trabalharei com novos produtores e o CD tem de estar sob a alçada de uma pessoa que o produzirá com uma mão firme. Uma pessoa que saiba escolher e dirigir uma equipa, para conseguirmos o melhor de um trabalho de equipa. Sou uma artista com muitas capacidades e eu preciso de uma pessoa que consiga tirar o melhor proveito delas.
Texto: Marian Niton